A importância do navegador em provas off-road

Fonte: Webventure

Reinaldo Varela (à esquerda) e Gustavo Gugelmin estão a caminho do Rally Dakar 2018 com o UTV Can-Am Maverick X3 Crédito: Divulgação/Can-Am

Reinaldo Varela (à esquerda) e Gustavo Gugelmin estão a caminho do Rally Dakar 2018 com o UTV Can-Am Maverick X3 Crédito: Divulgação/Can-Am

Um rali cross-country caracteriza-se por provas de velocidade em percursos desconhecidos pelos competidores. Dessa maneira é necessária a presença de um navegador, pessoa responsável pela leitura da planilha – livro de bordo – enquanto o piloto tem que ser um bom ouvinte para acelerar ao máximo e com segurança. Na planilha estão as todas as referências dos trechos a serem percorridos, como lombadas, regiões perigosas, os famosos mata-burros, buracos, pontes e direcionamentos. Para simplificar: o navegador manda e o piloto obedece.

Também no rali cross-country os roteiros são escolhidos para dificultar a pilotagem. A máxima que prevalece é “quanto pior, melhor”. Tem que saber dosar no acelerador e no freio ao mesmo tempo. E um pequeno erro pode custar o rali inteiro. Ou seja, o navegador está na mão do piloto, literalmente.

Com essa explicação já deu para perceber que a integração entre piloto e navegador é muito importante nas provas off-road. Cada um tem o seu papel e apenas juntos é que existe um bom resultado.

União – Achar um navegador que tenha um bom entrosamento com o piloto não é fácil. Do lado do piloto, ele deve aprender a escutar a maneira como o outro “canta” as referências, enquanto o navegador deve ter a sensibilidade para se ajustar à personalidade de seu colega e entender as suas necessidades (enfocar mais determinada sinalização da planinha ou na quilometragem).

A preparação física de ambos tem que ser a mesma, pois as trepidações do veículo são constantes. Musculação e preparação física são essenciais para garantir que ao final da corrida ambos não saiam machucados. O emocional também deve ser trabalhado, pois além dos obstáculos do próprio percurso, a pressão é constante.

Além disso, o navegador tem que ter a “habilidade” de não enjoar, mantendo-se sempre atento a cada etapa – podendo ser de 4 a 20 horas seguidas, levando em conta que passará maior parte do trajeto lendo e interpretando o caminho, já que é proibido fazer reconhecimento prévio do percurso ou até mesmo da região onde o rali será realizado. Muitas pessoas passam muito mal quando estão lendo e viajando de carro então imaginem como é dentro de uma competição onde acontece de tudo e em estradas não pavimentadas.

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